# Autoridades públicas precisam priorizar a saúde e solucionar impasse da Santa Casa de Campo Grande

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- Published: 2017-04-03T15:20:00-04:00
- Author: SIEMS

Em março, mais uma vez a sociedade assiste o impasse para assinatura de convênio
entre Santa Casa e prefeitura Municipal, também sobre a necessidade de investimentos
do governo estadual para a continuidade dos serviços no hospital. Há meses a Associação
Beneficente de Campo Grande clama por socorro afirmando que as verbas financeiras
para o atendimento aos pacientes da rede pública, de Campo Grande e de municípios
do interior, não são suficientes.

“Enquanto as autoridades públicas ficam no jogo de empurrar as responsabilidades,
os maiores prejudicados são a sociedade e profissionais da saúde. Os primeiros, 
necessitam emergencialmente do atendimento. Os segundos, porque se deparam frequentemente
com atrasos salariais e deficitária condições de trabalho”, critica o presidente
do SIEMS (Sindicato dos Trabalhadores da área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul,
Lázaro Santana.

Em nota encaminhada à prefeitura municipal e ao SIEMS, a Santa já notificou que 
sem a renovação do contrato (vencido no dia 28/12/16 e prorrogado por Termo Aditivo
até 31/03/17), com reajuste de valores, não será possível manter os serviços e a
instituição terá que fechar as portas para ao atendimento público.

Segundo publicado pelo site Campo Grande News, no dia 31/03,  “o repasse mensal 
feito a Santa Casa é por volta de R$ 20 milhões, sendo usado R$ 1,5 milhão para 
pagar empréstimo e R$ 18,5 milhões no custeio. Para renovação do contrato, a unidade
pede um aumento de no mínimo R$ 3,5 milhões, já que tem um déficit mensal neste 
valor. De acordo com o prefeito, o município faz um repasse de quase R$ 5 milhões,
enquanto que o governo R$ 2,5 milhões, tendo o restante de verba da União”.

**Governo**

O presidente do SIEMS, que acompanha a realidade das instituições de saúde que dependem
de repasses municipais e estaduais, critica a conduta do governo de Mato Grosso 
do Sul. “O governo discursa e investe para a terceirização dos gestores de hospitais
de atendimentos públicos, no entanto, as dificuldades da Santa Casa e de inúmeras
instituições hospitalares municipais se agrava cada vez mais. Nesta semana, por 
exemplo, o Hospital São Lucas de Batayporã (MS) fechou as portas e uma das justificativas
foi a falta de repasse da verba do governo estadual. É preciso valorizar a saúde,
a Constituição Federal determina que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”,
enfatiza o presidente do SIEMS Lázaro Santana.

 

A categoria da enfermagem que acompanha a aflição da sociedade – pacientes que necessitam
do atendimento – chama a atenção das autoridades púbicas para evitar que o maior
hospital de atendimento ao setor público da capital suspenda os atendimentos. “As
autoridades, representantes dos Ministérios Públicos, parlamentares, gestores municiais
e estaduais precisam agir e impedir que maiores danos ocorram caso o hospital tenha
que suspender gradativamente os serviços, a sociedade será a maior prejudicada, 
é preciso que a saúde seja priorizada”, enfatiza Lázaro Santana.

_Fonte: SIEMS_
