# Com nova reunião marcada, enfermeiros encerram greve na Santa Casa

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- Published: 2011-07-15T11:51:00-04:00
- Author: SIEMS

**Fonte: www.campogrande.com**

 

Em reunião de mais de duas horas na manhã desta sexta-feira, enfermeiros e Santa
Casa marcaram novo encontro para a próxima quarta-feira e, com isto, a categoria
retomou a atividades no maior hospital público do Estado após a manhã inteira de
paralisação.

Segundo informações da presidente da Siems (Sindicato dos Enfermeiros de Mato Grosso
do Sul), Helena Delgado, a categoria quer 20,3% de reajuste salarial para todos 
os cargos, enquanto a direção do hospital ofereceu 6,3%.

Além disso, os profissionais querem inserções de novas cláusulas nos contratos de
trabalho, como assistência saúde, plano de cargos e carreiras, folga a cada domingo
trabalhado.

“A Santa Casa fez um acordo sobre as folgas e descumpriu. Além dos profissionais
não terem a folga, não recebem pelo domingo trabalhado”, afirmou Helena.

A presidente do sindicato disse que a reunião começou tensa nesta sexta-feira. Mesmo
assim, ela considerou o encontro positivo, sobretudo, porque, segundo ela, as negociações
foram iniciadas ontem à noite, e a direção do hospital se comprometeu a rever as
cláusulas de contratos.

As audiências entre categoria e Santa Casa ainda não iniciaram tratativas sobre 
o reajuste salarial, o que deve ocorrer na próxima quarta-feira.

Segundo Helena Delgado, a direção do hospital não apresentou propostas em atingir
os 20,3% de reajuste reivindicado pela categoria.

São cerca de 850 enfermeiros que atuam na Santa Casa. O salário base de um auxiliar
de enfermagem é de R$ 745, o técnico recebe R$ 798, enquanto o enfermeiro tem remuneração
de R$ 2,2 mil.

O hospital, por meio de sua assessoria, afirmou que vai comentar sobre o caso apenas
depois da reunião marcada para a próxima semana.

No ano passado, em agosto, os enfermeiros paralisaram as atividades e continuaram
em greve mesmo com determinação contrária do TRT (Tribunal Regional do Trabalho)
e multa diária fixada em R$ 5 mil em caso de descumprimento da determinação.

À época, a greve dos profissionais provocou caos no atendimento.
