# Dourados: Justiça determina que Hospital Santa Rita efetue pagamento atrasado à Enfermagem sob pena de multa diária

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- Published: 2024-12-16T11:38:00-04:00
- Author: SIEMS

Após mobilização da enfermagem do Hospital Santa Rita, de Dourados/MS, por atraso
do salário da folha de novembro/24, a justiça do trabalho de Dourados/MS aprovou
o pedido de Tutela Antecipada em ação ajuizada pelo SIEMS (Sindicato dos Trabalhadores
na Área de Enfermagem do MS).

No sábado (14/12), o juiz do trabalho substituto Geraldo Furtado de Araújo Neto 
determinou que o Hospital Santa Rita pague o salário da categoria, em 24h, sob pena
de multa diária de R$ 100,00 por profissional da enfermagem.

“É desumano que os profissionais de enfermagem sofram com a sonegação do pagamento
dos salários, sobretudo no mês em que festividades de final de ano e as demais contas
pesam no bolso do trabalhador, sendo, acima de tudo, ilegal, vez que fere normas
jurídicas preceituadas na lei e na própria Constituição Federal. Por este motivo,
ingressamos com a medida tão logo tivemos ciência da situação”, destaca a advogada
do caso, Dra. Olívia Brandão.

O presidente do SIEMS, Enfermeiro Lázaro Santana, destaca que foi uma importante
vitória diante de uma atitude de descaso da entidade Patronal. “A justiça do trabalho
foi ágil, atendeu à solicitação do nosso departamento jurídico, desta forma combatendo
o desrespeito ao direito do trabalhador. Vamos acompanhar e auxiliar os trabalhadores”,
destaca o presidente.

Em decisão, o juiz deferiu a solicitação de Tutela Antecipada enfatizando que os
requisitos são pertinentes, “pois presentes a probabilidade do direito e perigo 
na demora (art. 300 do CPC)…Ainda, demora na prestação jurisdicional significa evidente
prejuízo dos empregados, que dependem do salário para sustento seu e de sua família.”

**Manifestação**

 

No dia 11 de novembro os trabalhadores realizaram manifestação em frente ao hospital
cobrando o pagamento do salário. A diretora do SIEMS, Gláucia Lourenço, destaca 
que os trabalhadores estavam apreensivos. “A categoria tem contas e compromissos
financeiros, ainda mais no final do ano, muitos são os provedores do lar. Por isso,
a reivindicação foi justa, para garantir um direito líquido e certo”, ressalta.

_Fonte: Assessoria de Imprensa SIEMS_

 
