# Enfermagem rejeita proposta de reajuste zero

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- Published: 2022-07-07T16:05:00-04:00
- Author: SIEMS

Apesar do SIEMS solicitar o início da negociação salarial no mês de fevereiro, quando
enviou a Pauta de Reivindicações, somente em junho, após intervenção do Ministério
Público e do Núcleo Mediador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT- 24ª REGIÃO),
a diretoria da Santa Casa participou das mesas para negociação do Acordo Coletivo
de Trabalho 2022/2023 (ACT) dos profissionais em Enfermagem. A postura da diretoria
do hospital é inflexível, gerando impasse.

Até o momento, aconteceram três reuniões. Em todas, a diretoria do hospital não 
apresentou,se quer, contraproposta de nenhuma das cláusulas do Acordo, sustentando
a proposta rebaixada de REAJUSTE ZERO. Essa postura intransigente, causa indignação
na Enfermagem.

Nas mesas de negociação, a diretora da Santa Casa afirma não haver recursos suficientes,
destacando crise financeira.Tentando tirar de si a responsabilidade, alegando que
para firmar o ACT precisa reajustar o convênio com o Município e Estado, por meio
de contrato.

“A Enfermagem que está no cotidiano do hospital bem sabe que os procedimentos médicos,
cirúrgicos, entre outros, continuam acontecendo normalmente. Se não há recursos,
como o hospital continua prestando assistência? Ademais, os funcionários são funcionários
da Santa Casa”, questiona o presidente do SIEMS, Enfermeiro Lázaro Santana.

**Intervenção na Santa Casa**

A postura da diretoria do hospital ativou a memória dos trabalhadores. No passado,
em 2005 a falta de dinheiro levou a administração do hospital a suspender os atendimentos.
A Justiça interveio e entendeu que a associação fundadora e mantenedora deveria 
ser afastada da direção, o hospital passou por intervenção e durante 8 anos a Santa
Casa foi administrada por uma junta interventora formada pelos governos municipal
e estadual, com o apoio do Ministério Público

“Naquele período negociávamos diretamente com os órgãos públicos para firmar o reajuste
salarial da Enfermagem”, lembra Lázaro Santana, que também indaga: “Ora, se para
firmamos nosso acordo em 2022 precisamos do aval do Município e Estadoe o hospital
alega enfrentar um momento crítico, então este seria um caminho para nova intervenção?
Teríamos que trazer novamente representantes públicos para sentar na mesa com os
trabalhadores?”

 

**Mobilização:**

“Todos os anos realizamos a negociação salarial, a Associação Beneficente de Campo
Grande tem a responsabilidade de fazer as previsões financeiras e dentro desta planilha
devem respeitar os direitos dos profissionais da Enfermagem que tão bem contribuem
para o funcionamento da instituição hospitalar. Por isso, a categoria refuta a proposta
de reajuste zero!”, destacaLázaro Santana.

 

_Fonte: Assessoria de Imprensa SIEMS_
