# Reforma da Previdência x Aposentadoria das trabalhadoras em enfermagem

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- Published: 2017-03-02T08:46:00-04:00
- Author: SIEMS

O presidente Michel Temer anuncia que entre as prioridades do governo está a reforma
da previdência social, ou seja, mudanças nas regras da aposentadoria. Esse posicionamento
deixa os trabalhadores em alerta e o movimento sindical já se articula para evitar
perdas.

Entre as principais mudanças, Temer pretende igualar a idade de aposentadoria entre
os homens e mulheres, fixando idade mínima de 65 anos. Além disso, desvincular os
benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo, corrigindo-os anualmente
pelo índice da inflação.

O presidente do SIEMS, Lázaro Santana, critica a postura do governo. “Não se mudam
as regras da previdência assim de um dia para o outro, sem estudos aprofundados 
e ainda mais, sem o diálogo com os trabalhadores que sustentam este país.  Há que
haver amplo diálogo, mas da maneira como vem sendo tratada percebemos que o que 
predomina é a unilateralidade”, enfatiza.

Enfermagem: A vice-presidente do SIEMS, Helena Delgado, afirma que se o projeto 
for aprovado, as enfermeiras, técnicas em enfermagem e auxiliares de enfermagem 
estarão na lista entre as profissões mais prejudicadas.  “Cinco anos a mais é muito
tempo para estas profissionais que têm jornada de trabalho estressante, lidam com
a saúde, cuidam de pessoas com necessidade de extrema atenção, plantões, tudo isso
aliado a dupla jornada – já que na maioria dos casos estas profissionais também 
são a responsável pelos seus lares e educação dos filhos. É inadmissível que os 
trabalhadores e ainda mais as mulheres paguem a conta por crises e corrupções no
país.

Aposentadoria corrigida mediante média da inflação: O movimento sindical, economistas
e estudiosos questionam duramente a proposta de desvinculação dos benefícios ao 
salário mínimo, destacando que nos últimos anos a aposentadoria foi valorizada justamente
por estar corrigida de acordo com o reajuste do salário mínimo. Em entrevista ao
portal vermelho, publicada em 2016, o professor de Economia da Unicamp, Eduardo 
Fagnani, criticou essa possibilidade: “Então, quando você desvincula o reajuste 
do salário mínimo, você volta à ditadura. O que vamos assistir daqui para a frente
é que os reajustes da Previdência vão ser corrigidos abaixo da inflação, o que foi
dito explicitamente pelo ministro da fazenda. O que significa dizer que em cinco,
seis anos, o poder de compra dos aposentados pode regredir 30%, 40%”, analisou.

_Fonte: Adriana Souza Miceli – SIEMS_
