# SIEMS participa de audiência contra projeto de terceirização

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- Published: 2016-03-08T08:06:00-04:00
- Author: SIEMS

Ciente dos impactos da terceirização para os profissionais da área da saúde, o SIEMS
manifesta-se contrário ao Projeto de Lei da Câmara (PLC)30/2015 que possibilita 
a terceirização da atividade fim. Em fevereiro, a diretora Roseli Carvalho, representou
o sindicato na audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH),
presidida pelo senador Paulo Paim, na Assembleia Legislativa.

Sindicalistas, entidades de classes e trabalhadores marcaram presença e refutaram
o Projeto. Paulo Paim compôs a mesa junto a representantes políticos estaduais e
presidentes de entidades de classe. “Estou realizando uma verdadeira cruzada, percorrerei
os 27 unidades federativas do país. Em todos os Estados, são formuladas cartas contra
o projeto de terceirização da atividade-fim. Hoje, os trabalhadores terceirizados
têm salários 70% menores, sofrem alta rotatividade, sofrem maiores abusos como assédio
moral. É isso que queremos para 45 milhões de brasileiros? Claro que não. Por isso
é que lutamos pela rejeição do PLC”, ressaltou

O senador – que é relator da matéria na Comissão da Agenda Brasil –  destacou que
é preciso mobilização. “O olho no olho dos deputados e senadores é fundamental porque
pode constranger os parlamentares que saberão que na sua base, a população está 
acompanhando os resultados. O voto de cada um é que pode dar o resultado positivo
contra a terceirização da atividade fim”, alerta.

  Foto: Diretora do SIEMS, Roseli Carvalho, primeira da esquerda para a direita (
blusa preto e cinza). 

_A diretora Roseli avalia os impactos caso o PLC seja aprovado.”Sem dúvidas haverá
precarização de trabalho e enfraquecimento das instituições que defendem os profissionais.
Primeiro, porque o empregador que terceiriza vai querer obter seu lucro, para isso
desvalorizará a mão de obra com salários reduzidos. Segundo, porque fragmenta a 
categoria e consequentemente enfraquece o movimento sindical, assim o trabalhador
não terá a quem recorrer para lutar por seus direitos. Por isso, somos enfáticos
em dizer não a este Projeto”, destaca._

_Fonte: Ascom SIEMS_

 
