# Tá na Mídia: Diário Digital – Com ameaça de demissão, profissionais da Santa Casa se mobilizam

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- Published: 2015-05-07T16:29:00-04:00
- Author: SIEMS

_Sindicatos e conselhos irão deliberar a realização de uma marcha até a prefeitura_

Com atendimentos suspensos, previsão de atrasos salariais e ameaça de demissão em
massa na Santa Casa da Capital, sindicatos e conselhos organizam uma grande mobilização
para esta sexta-feira, 8, no sentido de cobrar da prefeitura providências para crise
financeira do hospital. Uma marcha em protesto à interrupção do repasse também deve
acontecer na próxima terça-feira, 12. 

A expectativa é que mais de 2.000 profissionais participem de uma assembleia geral,
a partir das 12h, no auditório do hospital convocada pelo SIEMS (Sindicato dos Profissionais
da Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), SINTESAÚDE/MS (Sindicato Intermunicipal
dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul)
e SINTERMS (Sindicato dos Técnicos e Auxiliares em Radiologia em Empresas Públicas
e Privadas no Estado de Mato Grosso do Sul).

 Os profissionais irão deliberar ações para pressionar a prefeitura municipal a 
acelerar as articulações para firmar o contrato além de tratar sobre a realização
de uma possível marcha no próximo dia 12 que sairá da Santa Casa até a prefeitura.
O presidente do SIEMS, Lázaro Santana, avalia que a mobilização demonstra o descontentamento
da categoria com a postura da prefeitura municipal. “O contrato entre o hospital
e município venceu no dia 07 de abril. Desde então, participamos de duas reuniões
com representantes patronais, autoridades municipais e representantes dos trabalhadores,
mas até o momento não houve evolução na assinatura do contrato, a prefeitura mantém-
se resistente, enquanto isso, os profissionais e a sociedade podem sofrer as consequências
e isso é inadmissível”, indigna-se o presidente.

O impasse tem gerado uma série de transtornos ao atendimento na Santa Casa que ameaça
até mesmo demissões em massa caso a renovação do contrato não seja sinalizada pelo
município. Impasse Em reuniões, representantes ­­da Santa Casa expuseram as dificuldades
da instituição esclarecendo que o valor necessário para manter os serviços hospitalares
é de 4 milhões mensais (R$ 3 milhões para os procedimentos de média complexidade
e R$ 1 milhão para os de alta complexidade). Já a prefeitura afirma que somente 
é possível o valor de 3 milhões mensais (R$ 2 milhões para os procedimentos de média
complexidade e R$ 1 milhão para os de alta complexidade). O município busca parceria
com o Estado para o repasse mensal de 1 milhão, somando o valor necessário para 
a sobrevivência do hospital. No entanto, informações recentes da Secretaria Estadual
de Saúde, destacam que o governo solicita prazo de dois meses para firmar a parceria.

“A área de saúde deve ser levada a sério e tratada com prioridade. Quantas pessoas
podem ser prejudicadas nesse período? É preciso tratar a população e os trabalhadores
com dignidade. É nosso dever, como trabalhadores, e de cada campo-grandense, como
cidadão, cobrar dos nossos representantes públicos a seriedade nesta questão do 
contrato com o maior hospital do Estado”, ressalta Lázaro Santana.

**_Publicado pelo site www.diariodigital.com.br_**
