Apesar do SIEMS solicitar o início da negociação salarial no mês de fevereiro, quando enviou a Pauta de Reivindicações, somente em junho, após intervenção do Ministério Público e do Núcleo Mediador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT- 24ª REGIÃO), a diretoria da Santa Casa participou das mesas para negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2022/2023 (ACT) dos profissionais em Enfermagem. A postura da diretoria do hospital é inflexível, gerando impasse.
Até o momento, aconteceram três reuniões. Em todas, a diretoria do hospital não apresentou,se quer, contraproposta de nenhuma das cláusulas do Acordo, sustentando a proposta rebaixada de REAJUSTE ZERO. Essa postura intransigente, causa indignação na Enfermagem.
Nas mesas de negociação, a diretora da Santa Casa afirma não haver recursos suficientes, destacando crise financeira.Tentando tirar de si a responsabilidade, alegando que para firmar o ACT precisa reajustar o convênio com o Município e Estado, por meio de contrato.
“A Enfermagem que está no cotidiano do hospital bem sabe que os procedimentos médicos, cirúrgicos, entre outros, continuam acontecendo normalmente. Se não há recursos, como o hospital continua prestando assistência? Ademais, os funcionários são funcionários da Santa Casa”, questiona o presidente do SIEMS, Enfermeiro Lázaro Santana.
Intervenção na Santa Casa
A postura da diretoria do hospital ativou a memória dos trabalhadores. No passado, em 2005 a falta de dinheiro levou a administração do hospital a suspender os atendimentos. A Justiça interveio e entendeu que a associação fundadora e mantenedora deveria ser afastada da direção, o hospital passou por intervenção e durante 8 anos a Santa Casa foi administrada por uma junta interventora formada pelos governos municipal e estadual, com o apoio do Ministério Público
“Naquele período negociávamos diretamente com os órgãos públicos para firmar o reajuste salarial da Enfermagem”, lembra Lázaro Santana, que também indaga: “Ora, se para firmamos nosso acordo em 2022 precisamos do aval do Município e Estadoe o hospital alega enfrentar um momento crítico, então este seria um caminho para nova intervenção? Teríamos que trazer novamente representantes públicos para sentar na mesa com os trabalhadores?”
Mobilização:
“Todos os anos realizamos a negociação salarial, a Associação Beneficente de Campo Grande tem a responsabilidade de fazer as previsões financeiras e dentro desta planilha devem respeitar os direitos dos profissionais da Enfermagem que tão bem contribuem para o funcionamento da instituição hospitalar. Por isso, a categoria refuta a proposta de reajuste zero!”, destacaLázaro Santana.
Fonte: Assessoria de Imprensa SIEMS