Wendy Tonhati e Aline Machado
Sem receber o salário de novembro, os profissionais de enfermagem da Santa Casa de Campo Grande começaram uma ‘operação tartaruga’, às 6 horas desta sexta-feira (9). Ainda nesta sexta, a categoria vai se reunir em assembleia e votar se entra em greve.
Em forma de protesto, 30% dos profissionais de enfermagem decidiram paralisar as atividades a cada 3 horas: Entre 6 e 9h; 12 e 15h; e 18 e 21h. Conforme Sebastian Rojas, diretor-financeiro do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), caso o indicativo de greve seja aprovado, a partir de segunda-feira (12), a paralisação a cada 3 horas irá continuar, porém, com adesão de 70% dos profissionais.
Ainda segundo Rojas, a decisão pela paralisação foi tomada após reunião com a direção da Santa Casa, em que o sindicato teria sido informado que o pagamento só seria feito no dia 15. A Santa Casa não confirmou a informação e alegou não saber quando vai receber os repasses e colocar a folha de pagamento em dia.
Por volta das 8 horas, o sindicato foi informado pela Santa Casa que o Ministério da Saúde faria um repasse à Prefeitura. Diante da informação, a primeira paralisação foi encerrada às 8 horas e os enfermeiros voltam a cruzar os braços às 12 horas.
A Santa Casa conta com aproximadamente 1.300 profissionais de enfermagem, entre técnicos, que recebem em média R$ 1.247,00 e enfermeiros, que ganham R$ 3.330,00.
Os atrasos nos salários são recorrentes. A Santa Casa recebe em média R$ 23 milhões mensais oriundos de convênios e atendimentos particulares. Só a folha de pagamento dos 3.700 funcionários gira em torno de R$ 13 milhões. O saldo devedor mensal das despesas é de R$ 7 milhões, segundo a direção.
(Foto: Cleber Gellio)