Com salário de janeiro atrasado e sem receber o 13º salário, a categoria de enfermagem da Associação Beneficente de Aquidauana, Hospital Regional Dr. Estácio Muniz, de Aquidauana (MS), aprovou, em assembleia geral (11/02), o início da paralisação das atividades a partir de hoje (12/02). Mobilizados, ontem, os profissionais ainda tentaram negociar com a prefeitura da cidade – que é responsável pela gestão administrativa do hospital. Mas, os representantes municipais não compareceram às reuniões marcadas com os trabalhadores no período vespertino, para finalizarem as propostas.
A categoria também reivindica o pagamento de dívida trabalhista – que passa de 500 mil reais. “Esse valor foi resultado de ação judicial devido a atrasos de salários, férias e demais ajustes trabalhistas. A sentença judicial ocorreu em maio de 2015, mas até agora a dívida não foi paga”, explica o presidente do SIEMS (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Lázaro Santana.
Escala de Emergência
Na manhã de hoje, os profissionais de enfermagem deram início a organização do movimento paredista por meio de escala de emergência – com número reduzido de profissionais.
“Os trabalhadores tentaram evitar a paralisação, apesar dos constantes atrasos salariais – no ano anterior – continuaram exercendo suas funções com muita responsabilidade, mas a situação tornou-se insustentável. São profissionais dedicados, chefes de família e têm seus compromissos financeiros. Os profissionais devem ser tratados com o respeito que merecem e não com o descaso que têm enfrentado. O movimento paredista continuará até o pagamento do salário”, explica o diretor do SIEMS, Sebastian Rojas.
Além de Aquidauana, o Hospital Regional Dr. Estácio Muniz recebe pacientes das cidades de Dois Irmãos do Buriti, Anastácio, Nioaque, Miranda e Bodoquena.